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RESTO DE SAUDADE, OU EXÉQUIAS AO MEU AMOR - Bertrand Morais

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RESTO DE SAUDADE, OU EXÉQUIAS AO MEU AMOR - Bertrand Morais

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Descrição Rápida

RESTO DE SAUDADE – ou exéquias ao meu amor – São Paulo/SP - Ed.Ixtlan, 2015. – 82 p.

ISBN: 978-85-8197-320-3 - 1.Literatura brasileira 2.Poesias - CDD B869.1 - 84 p.



Sabe aquele momento em que você se encontra diante de algo que cuja beleza te embevece de tal modo surreal e que você diz a si próprio: o mundo precisa conhecer isso? Pois bem, foi assim que me vi contemplando a beleza da poesia de Bertrand Morais. Poeta nato e tão espontâneo é seu modo de sintetizar pensamentos ou de, simplesmente, iniciar uma conversa que chegava a me parecer caricato seu estereótipo de poeta.

Outra competência desse artista multifacetado é a de músico, ela é evidenciada nos poemas “Perdi todas as notas” (Pág. 29) e “Elegia do ré de minuto” (Pág. 76), por exemplo. Ele toca violão de 7 cordas (Pode?). Uma outra palavra para dizer “tocar” um instrumento musical é “tanger”. Mas avaliando o caráter polissêmico dessa palavra em detrimento da qualidade de músico e das canções que coadunam seu repertório (tudo que ele toca é tocante), não seria tanger uma palavra cogitável, porque na música ressonante das cordas do seu instrumento (e são 7!) dedilhadas com plena destreza, é algo que prende, que atrai, que junta gente...

Caso vocês não tenham entendido, eu vou desenhar o que estou querendo dizer. Bertrand é um poeta lírico. O termo “lírico” vem do latim (lyricu) e quer dizer “lira”, um instrumento musical grego. Durante o período da Idade Média os poemas eram cantados e acompanhados por esse instrumento por “menestréis”, posteriormente designados de “trovadores”. Lirismo elegíaco. Elegia vem do grego e significa canto triste. Expressam geralmente sentimentos tristes e morte. Até antes da publicação desse livro de Bertrand, o exemplo mais recorrente de elegia era “O Cântico do Calvário” de Fagundes Varela. No poema “Primeira Lição” do livro Cenas de Abril (1979), Ana Cristina César, sua autora, descreve tipos de elegias que Bertrand experimenta com sua habilidade de menestrel. Sim, ele é um menestrel de nosso tempo.

Orgulho-me de ser seu contemporâneo, de ter sido seu colega de faculdade, de tê-lo no meu ciclo de amizade e agora de está tecendo estas mal traçadas linhas a respeito de sua obra. Não o bastante de motivos para me orgulhar, tenho um poema dedicado a mim e ao meu livro, “O versinho” (Pág. 35).

Escrevi uma vez, numa dedicatória que lhe fiz em algum livro, que se ambos temos a poesia na veia então somos irmãos. Irmãos na poesia, o que sempre nos rede uma boa prosa... Regada (ou não) de um bom vinho e embalada (sempre) por acordes dos grandes mestres do cancioneiro popular brasileiro.

Assim como ele parafraseou Carlos Drummond de Andrade no seu poema “José” (Pág. 36), eu quero parafraseá-lo, quando ele diz “Tem gente que já nasce póstuma” (Pág. 21), tem obra que também nasce póstuma. O que não é o seu caso. Essa obra nasce com vigor e maturidade, características incomuns para uma obra de estreia. E que estreia!

 

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