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AMARELO SOLIDÃO - Cássio de Oliveira José

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AMARELO SOLIDÃO - Cássio de Oliveira José

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Descrição Rápida

Amarelo Solidão – São Paulo/SP - Ed. Ixtlan, 2013.

ISBN: 978-85-8197-092-9 1.Poesia brasileira 2.Título CDD B869.1 - 94 p.



“Assim que terminei de ler Amarelo solidão pensei que é um livro repleto de abismos. Abismos sem nome, sem final. Alguns já intransponíveis, como os que separam o poeta da criança, ou os amores passados. A impressão inicial é a de que o livro se passa como um sobrevoo entre estes abismos. Com o perdão do clichê, registrados em uma panorâmica, ou melhor, em um retrato das descobertas do poeta. Talvez mais, pois aqui vislumbramos um poeta de viagem. Exagero nas metáforas transitórias, pois é a sensação que percorre todo o livro. Como um álbum de fotografias muito bem escolhido e montado. Cada poema põe fim em si mesmo e mesmo assim há urgência em passar logo ao próximo.

Quando me convidou a escrever algumas palavras sobre este livro intitulado Amarelo solidão, guardei a imagem de seu sorriso, doce e enfático, ao me dizer que já era hora de começar outro livro. Talvez porque aquele já era outro Cassio, talvez por causa do exaustivo trabalho de se compilar um livro. Deixo o mistério nas mãos do poeta.

Não tenho outra escolha, senão assinalar que este livro, com o qual Cassio nos presenteia é certamente um dos melhores livros de poesia que tive a chance de ver nascer e amadurecer. Aviso ao leitor que não se engane, não se trata do poeta solitário, mas de um  poeta dos esbarrões, do trânsito, capaz de dividir-se nas multidões e retornar mais inteiro. Sua escrita desenvolve-se em variadas vozes e tons, resultando numa poesia harmoniosa, capaz de desconcertar do leitor mais sério ao mais apaixonado. Creio que sua poesia tem esta intenção, de tirar o equilíbrio das coisas muito paradas, de produzir uma releitura na vida monótona, redescobrir pequenas surpresas em meio ao cotidiano. Não à toa seus poemas dispensam belas paisagens. O pano de fundo e matéria do livro são as vidas acinzentadas, desgastadas, ao mesmo tempo muito próximas de algo inédito.

Sei que este livro pode preencher de cores e reverter a mais amarga existência. Sei também que sua escrita está à altura do desafio perpétuo da poesia: criar espaços novos na vida, novas possibilidades de existir. E como faz isso é de maneira singular e diferente com cada leitor, seja com seus poemas-bomba terrorista, com suas pequenas intervenções no cotidiano ou através de narrativas descritivas, repletas de imagens mirabolantes. Sua marca poética tende a misturar influências mais do que ecléticas, a fim de compor um novo corpo, capaz de evocar diversos novos sentidos em uma única frase. Resta-me observar que, em última instância, o livro é um emaranhado entre filosofia, poesia, literatura, música, dança e que definitivamente promove sua máxima "todo ser humano pode ser mais humano".”

 

Ricardo Rother

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