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MISTÉRIO NO SUL DE MINAS - Wallace Sena

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MISTÉRIO NO SUL DE MINAS - Wallace Sena

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Descrição Rápida

Aquela era a terceira viagem de Fernando com Nina, sua namorada, para o sítio no Sul de Minas Gerais. Há tempos o sítio fora adquirido por esta família, mas pouco eles sabiam sobre o local.

Passagens até então desconhecidas, ao redor e dentro da casa, conduzem a instalações subterrâneas contendo um líquido inodoro, incolor e que permite algo surpreendente...

Os antigos moradores afirmam não saber de nada, mas o mistério se instaura quando Fernando observa diversos urubus pairando em meio à mata virgem, também pertencente ao sítio, e descobre algo extremamente perturbador: um antebraço humano sem sinais de corte ou sangue. E detalhe: era imenso!

O desejo de proteção, a vontade de sair dali, mas ainda sim de descobrir o que estava acontecendo, traz Fernando para uma realidade conflituosa, quando tem que enfrentar a polícia, seres mutantes e, principalmente, seus medos.

Mistério no Sul de Minas ISBN: 978-85-8197-038-7

São Paulo/SP Ed. Ixtlan 1.Literatura brasileira  2.Título - CDD B869 - 144 páginas



Uma obra complexa. Os mistérios atuais envolvem, logicamente, o uso excessivo da tecnologia e seus componentes. Os trajetos são bem diferentes, mesmo assim, o personagem principal não deixa de lado os meios de comunicação, nem mesmo a internet para auxiliar em suas pesquisas e chegar à conclusão do que se sucede.

Desde o primeiro capítulo no qual o passeio se inicia o trajeto já promete um conflito. Um coco arremessado por um carro em frente ao que eles estão... Contudo, o percurso com muita música reflete uma jornada que terá novidades. 

Fernando descobre, durante uma viagem com sua namorada e com sua sogra ao sítio em Minas Gerais, detalhes aos quais somente alguém com muita sensibilidade e percepção poderia se atentar: no quarto onde irá dormir durante uma semana, os tacos do chão apresentam um desenho diferente que envolve toda a trama da narrativa.

A confiança que Fernando recebe dos personagens incide em uma pessoa que consegue cativar os demais, bem como sua convicção nas falas e categoria ao defender aquilo que diz e observa. Em nenhum momento ocorre a desconfiança dos outros, mesmo quando Fernando assume posturas diferenciadas perante as ocorrências.

A maneira como se transportam os personagens, sejam principais ou secundários, ganhando nomes, características corporais e mentais se assemelha a uma nova técnica de escrita, totalmente inovadora e conflituosa.

As presentes digressões, a mutação do narrador-personagem para observador, o narrador em primeiro plano, mas avistando os secundários com palavras mais atentas, competem à escrita características verossímeis tão dificilmente encontradas em obras misteriosas.

Afirma-se isso a partir do capítulo VI, no qual se modifica o narrador. A narrativa permanecia até então em primeira pessoa, somente Fernando como protagonista, porém, neste momento ocorre a desconexão dos personagens, nos mostrando que não somente ele será o principal, quando é apresentado um novo o qual modifica toda a narrativa.

Os sentimentos, pensamentos e atitudes desse “outro” são totalmente cabíveis para o novo patamar elegido pelo narrador. Abre-se espaço para essa digressão — o pensamento que atrai o leitor diante da “nova” narrativa, na qual, o leitor atento, direciona sua leitura para uma percepção fragmentada.

Wallace Sena, músico e professor de ciências/química em escolas públicas e privadas, consegue mais um título — o de escritor. Sem abdicar dos seus outros dotes, realiza a mescla de todas suas virtudes em uma. Seu livro se iniciou por uma vontade própria diante de uma viagem realizada para Minas Gerais, com quase todos os personagens e características idênticas às da obra. Contudo, conseguiu captar elementos diferenciáveis de uma história comumente vista em obras de ficção e implementou detalhes, diálogos e rupturas de descrições, inovando e permitindo aos leitores um novo olhar para a leitura.

O desenvolvimento da língua latina, bem como da língua grega, transformam o livro em algo envolvente; o conhecimento do autor diante da química engloba um universo muito mais enigmático e construtivo, tendo a ciência como plano de fundo. Nos momentos em que Fernando percebe as letras grafadas na árvore e busca respostas para aquilo, percebe-se a complexidade de imagens relacionadas às palavras, da construção dessas imagens e o domínio dessas construções.

Explicações didáticas a respeito da análise de líquidos — sem nenhum laboratório especializado com instrumentos para isso — e o sistema respiratório no momento em que Fernando submerge neste líquido em busca de explicações convincentes, torna a obra um elemento de análise não somente literária, mas científica.

A linguagem utilizada para uma narrativa fluente desperta no leitor a curiosidade não somente pelos fatos em si, mas sim pela leitura recheada de vocabulários cotidianos, gírias e neologismos. Os diálogos constantes e a presença musical desenvolvida na obra admitem aos leitores um conhecimento de mundo atual, bem como a pesquisa dos porquês para cada fala ou música citada.

Obra inovadora, ficcional e amplamente sinistra!

Michele Frasseto

 

 

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