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MARGARIDA - Weberson Grizoste

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MARGARIDA - Weberson Grizoste

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Descrição Rápida

Weberson Fernandes Grizoste é natural de Mato Grosso. Filho e neto de mineiros radicados entre as bacias do Guaporé e Jauru. Passou seis anos na Europa: 8 meses em Oxford e o restante em Coimbra; viajou e conheceu 27 países de 4 continentes.

É professor, pesquisador, escritor, tradutor e poeta; tendo atuado em diversas outras funções e publicado meia dúzia de livros e cerca de duas dezenas de artigos.

É licenciado em Letras portuguesa e inglesa pela Unemat (2006). Mestre (2009) e Doutor (2014) em Poética e Hermenêutica pela Universidade de Coimbra, cujos títulos foram reconhecidos pela Unicamp. Membro do Centro de Estudos Clássicos e Humanísticos (Coimbra) e do Centro de Estudos João Calvino (São Luís), e do Núcleo de Investigação da Cultura e da Educação no Baixo Amazonas (Parintins). É professor adjunto de Latim e Estudos Clássicos da Universidade do Estado do Amazonas.

Pelo universo da poesia é membro por correspondência da Academia Ludovicense de Letras desde 2015. Possui o título de Tupi de Caxias concedido pela ASLEAMA, ACL e IHGC. Recebeu a Comenda Gonçalves Dias concedida pelo Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão. Possui, com este terceiro volume, 194 poemas publicados.

 

 

Margarida. São Paulo/SP Ed. Ixtlan, 2017. 78 p.

ISBN: 9788581975443 - 1.Poesia 2. Título - CDD B869.1



A epígrafe que introduz este livro é de fundamental importância, a expressão “meu sertão” é, claramente, uma afirmação identitária. Como amiga e leitora do autor, tal como a Doutora Francisca, recuso-me a acreditar que seja o seu último caderno de poesias.

O título Margarida  “o rio que cortara a vila onde passei os primeiros anos da minha infância”, a meu ver o nome deste rio envolve a sua procura de raízes e de uma identificação, bem como a sua relação com a natureza e a sua relação com o feminino (agente de amor e de mudança no sujeito poético e no seu universo), protagonistas da maioria dos poemas deste caderno e dos anteriores.

Um pouco por todos os poemas, o tempo é um fator de desagregação, diretamente relacionado com o saudosismo que perpassa os poemas. O sujeito poético sente-o nas palavras de cada verso, daí afirmar: “deixei sempre tudo pela metade”. O passado é, assim, uma personagem, passado esse associado às despedidas morosas (de que também nos fala Jaracatiá): “quis o destino que morosamente me despedisse” conforme ilustra este verso do poema “Coimbra do meu coração” (p.22).

Num tom quase sempre confessional, a linguagem é de uma conjugação perfeita de registos correntes (com expressões tanto oriundas do Português Europeu como do Português do Brasil) com registos mais  cuidados aliados a uma imensa erudição e conhecimento da Antiguidade Clássica. Além disso vislumbramos nalguns poemas influências da lírica tradicional portuguesa, e de poetas como Antero Quental e Luís Vaz de Camões, o que nos mostra que há mais portugalidade do que somente no ato de poetar Coimbra.

É bem notória uma maior complexidade quer na movimentação da linguagem, quer na profundidade de significados que os poemas nos transmitem vindos de um sujeito poético sempre perfeccionista, sempre exigente, sempre autocrítico, sempre em trânsito: “se tem contudo uma coisa que sei fazer, que sei realmente fazer, é caminhar” (poema “Por agora me despeço”, página 72).

 

Rita Gomes

 

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