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ATLAS LINGUÍSTICO DE PERNAMBUCO - Edmilson José de Sá

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ATLAS LINGUÍSTICO DE PERNAMBUCO - Edmilson José de Sá

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Descrição Rápida

Edmilson José de Sá 
Professor de Literatura de Inglesa no Centro de Ensino Superior de Arcoverde, tem Mestrado em Linguística (UFPE) e Doutorado em Letras (UPFB), com experiência em Literaturas de Língua Inglesa, Linguagem e Literatura Popular. Através do interesse em estudos de variação linguística à luz da Dialetologia e da Sociolinguística, teve o Atlas Linguístico de Pernambuco como produto de sua tese de Doutorado orientada pela professora Maria do Socorro Silva de Aragão, autora do Atlas Linguístico da Paraíba.Autor de onze livros, dentre os quais ‘Estudos de Variação Linguística’, ‘O Falar de Pernambuco’, ‘Esboço de um Atlas Linguístico Rural de Pernambuco’, também tem se dedicado à publicação de artigos em revistas de Língua Portuguesa e orientado Trabalhos de Conclusão de Curso sobre a mesma temática. 

Atlas linguístico de Pernambuco – São Paulo/SP - Ed. Ixtlan, Agosto/2016

ISBN: 978-85-8197-496-5 - 1.Linguística  2.Línguas regionais - CDD 410 - 266p.



O português do Nordeste é bastante conhecido pelas suas particularidades na pronúncia e no vocabulário, o que faz que, a cada dia, surjam uma reportagem, uma novela, um filme imitando o jeito de falar característico que o povo tem.

Dessa região, Pernambuco tem o seu lugar destaque e, após descrições de seu falar à luz de trabalhos voltados para a Sociolinguística e o pontapé inicial dado pela professora Edilene Almeida para o trabalho com a variação diatópica na Zona da Mata Sul, veio em boa hora o Atlas Linguístico de Pernambuco (ALiPE) enfocando o método da Geolinguística Pluridimensional para registrar os fenômenos fonéticos mais acentuados, os itens lexicais mais curiosos e o perfil morfossintático dos habitantes do Estado, cuja investigação foi realizada em vinte municípios cortando toda a sua extensão territorial – de Afrânio a Recife e de São José do Egito a Tacaratu.  

Foram entrevistadas quatro pessoas em cada um dos 20 municípios distribuídos em mais de 1.500 km percorridos durante 2 anos e meio totalizando 84 informantes, pois, em Recife, também foram entrevistadas mais quatro pessoas com curso superior. Foram proferidas mais de 35.280 perguntas realizadas e transcritas com as respostas que perfizeram aproximadamente 170 horas de gravação e culminaram em 300 tabelas com os resultados de cada informante.

Após as leituras de 121 textos, entre livros, artigos, teses, dissertações e atlas que serviram de literatura em português, inglês, francês, espanhol, italiano e alemão e a triagem dos dados mais relevantes, foram construídas 105 cartas linguísticas – 50 fonéticas, 47 léxicas e 8 morfossintáticas acrescidas de outras seis cartas que situam o estado geográfica e historicamente.

O acréscimo de um /i/ depois de /z/ na pronúncia de ‘Jesus’, a omissão do /z/ nesse mesmo item, a permuta de sons consonantais em ‘vidro’, ‘fervendo’ e ‘prateleira’, a identificação de lexicais como ‘amocrevo’, ‘cambumba’ ‘gambirra’, ‘maracacão’, ‘mavu’, ‘piúba’ e  ‘xexeiro’ e a preferência por ‘chefa’ e ‘chefona’ são apenas alguns dos fenômenos encontrados no corpus construído com os dados catalogados.

  Usando o mapa de Pernambuco e uma metodologia apropriada para o estudo dialetal, os fenômenos foram descritos com legendas que podem auxiliar no estabelecimento de limites entre o que mais se sobressaiu em cada um dos pontos investigados ou na reunião de pontos.

A importância do Atlas Linguístico de Pernambuco para o nosso estado só reforça a necessidade de valorizar a cultura nordestina, reconhecendo e autenticando a heterogeneidade da língua falada, visse?

 

 

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